Plantas infestantes invadem Tejo no Fratel


Plantas infestantes Azolla e Lemna estão a aparecer nas águas do rio Tejo, na zona da albufeira de Fratel, desde quinta- -feira, mas "não representam qualquer tipo de perigo para a saúde", soube o DN junto da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo, entidade tutelada pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.Segundo a mesma fonte, "a situação já está a ser acompanhada" por esta entidade, que mobilizou técnicos para recolherem amostras de água no local. Adiantou que essas amostras foram ontem "entregues para análise no laboratório da ARH do Tejo e no Instituto Superior Técnico, no sentido de identificar as causas do seu aparecimento".
Salienta que "estas plantas existem naturalmente na Península Ibérica, sendo utilizadas como fertilizante azotado, nomeadamente na cultura do arroz e ainda para tratamento de efluentes.
Não representam perigo para a saúde, quer por ingestão ou por contacto directo". A mesma fonte refere que a Administração da Região Hidrográfica do Tejo "vai manter-se em contacto com a Confederación Hidrográfica del Tajo, dado que a ocorrência foi detectada inicialmente na albufeira espanhola de Cedillo".

23.01.2010

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1476792


Encontro Debate

"Contexto Internacional da Exploração de Urânio - Apresentação dos casos da Namíbia e do Brasil"

Norbert Suchanek - Jornalista

Marcia Gomes - Socióloga

Dia 22 de Janeiro, às 21.00 horas em Nisa
Auditório da Biblioteca Municipal de Nisa


Organização:
MUNN (Movimento Urânio em Nisa Não)
QUERCUS (Nucleo de Portalegre)
AZU (Associação das Zonas Uraníferas)
ADN (Associação Desenvolvimento de Nisa)
NISACOM (Associação Comercial de Nisa)
TERRA (Associação de Desenvolvimento Rural de Nisa)

Encontro com o Brasil

Um casal, o jornalista Norbert Suchanek e a socióloga Márcia Gomes têm-se dedicado ao estudo da opção nuclear e comunidades afectadas, Reportagens, filmes documentários sobre o assunto, especialmente sobre o movimento gerado em Nisa, Movimento Urânio em Nisa! Não (MUNN), que podes ver aqui, Moradores não querem mineração de Urânio, Protestos nos EUA e em Portugal, por que o silêncio no Ceará?.Edição de 25 de Abril de 2008.
Quando o governo Lula vai apostando fortemente nesta opção, ainda este ano nova exploração, no Ceará, assim como a construção de nova central nuclear, em Angra dos Reis.
No final de Outubro, participam num encontro na Namíbia, sobre exploração de urânio (ver abaixo). Percebem a urgência de realizar debates nos países de língua portuguesa. Neste sentido estarão em Nisa no período de 22 a 25 deste mês com a intenção de realizar um documentário tendo como objectivo de esclarecer as populações locais e internacionais sobre a perigosidade do uso e manipulação deste minério.
Donde se prontificam realizar uma palestra/debate em que apresentarão o contexto actual no Brasil. Neste sentido fazem-se contactos com os ex trabalhadores da Urgeiriça, na pessoa do António Minhoto. António Eloy, independente do Movimento Não á Opção Nuclear. Quercus Nuno Sequeira, do núcleo Portalegre. Paulo Bagulho porta-voz do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), associações de Nisa e autarquia Local.

Tribuna Cívica e Marcha da Indignação

Mais de 300 pessoas manifestaram-se no domingo 19 de Outubro de 2008 em Nisa, contra a eventual exploração de urânio no concelho, num protesto que reuniu ecologistas, autarcas e agricultores. Os manifestantes, onde se destacava grande presença de jovens, percorreram os dois quilómetros que separam a vila alentejana da principal jazida de urânio do concelho gritando, entre outras palavras de ordem, "Urânio em Nisa não", "Não, não, não à contaminação".
A iniciativa foi do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), da Quercus e de várias entidades locais, como o município, a associação comercial, Associação de Desenvolvimento de Nisa, Terra-Associação para o Desenvolvimento Rural e Associação Ambiente em Zonas Uraníferas.
Nos cartazes podia ler-se: "Contra o urânio por um respirar saudável", "Nisa diz não ao urânio", "Nisa sim, urânio não".
Numa tribuna cívica realizada durante a manhã, ex-trabalhadores das minas da Urgeiriça (Nelas) prestaram o seu depoimento contra a exploração deste minério na região. Outras intervenções apontaram para a responsabilização do Estado, acusado de crimes contra a saúde dos trabalhadores por negligência de informação quanto aos riscos decorrentes do contacto prolongado com urânio. Foi ainda exigida a aceleração da recuperação ambiental da zona, onde existem mais de seis dezenas de minas abandonadas, águas poluídas e materiais tóxicos espalhados de forma incontrolada.
O concelho de Nisa, no distrito de Portalegre, possui no seu jazigo inexplorado de urânio um potencial que ronda os 6,3 milhões de toneladas de minério não sujeito a tratamento, 650 mil quilos de óxido de urânio e 760 mil toneladas de minério seco.
Para a presidente do município local, Gabriela Tsukamoto, a eventual exploração de urânio em Nisa "é uma incógnita, porque não se sabe as consequências em termos de saúde pública, ambientais e em termos económicos". Para a autarca, "é preferível pegar nos recursos do concelho, como os queijos, os enchidos, os bordados, o termalismo e torná-los mais sustentáveis".
O responsável do núcleo regional de Portalegre da associação ambientalista Quercus, Nuno Sequeira, disse à agência Lusa que a acção de contestação "pretende sensibilizar o Governo para recusar o avanço da exploração de urânio na zona de Nisa". Para ele, "é importante não esquecer os erros cometidos em toda esta actividade na zona centro do país, as marcas familiares, dramas de saúde e ambientais e alertar para as consequências gravosas que poderá trazer para o concelho de Nisa e para o distrito", avisou.

Jornada de protesto, manhã de domingo 19 Outubro.


Associação Comercial do Concelho de Nisa (Nisa.Com) Associação de Desenvolvimento Rural de Nisa (TERRA)
Associação Nacional de Conservação da Natureza, Núcleo Regional de Portalegre (Quercus)
Associação para o Desenvolvimento de Nisa (ADN)
Câmara Municipal de Nisa (CMN)
Comissão dos Ex-Trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio
Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN)

Vão promover no dia 19 de Outubro (Domingo), uma jornada contra uma possivel exploração de urânio no Concelho de Nisa.
Assim, pela manhã do próximo domingo no Cine Teatro de Nisa, irá decorrer uma Tribuna Cívica, com a participação da Comissão dos Ex-Trabalhadores da ENU e coordenada pelo CES, Universidade de Coimbra, onde reconhecidos juristas, prestigiados académicos e outras personalidades convidadas efectuarão o balanço e aprovarão conclusões relativamente à exploração de urânio em Portugal, a que se seguirá a Marcha da Indignação até à jazida de urânio situada entre Nisa e Monte Claro.
Os objectivos da jornada, além da sensibilização das populações locais e limítrofes para os riscos que uma eventual exploração de urânio comportará, visam ainda prevenir o País e o Governo o grave impacte que daí poderia resultar.

Jornada Nacional contra a Exploração de Urânio


Urgeiriça

20 de Setembro de 2008

Posição “Não ao Urânio”

Hoje, ao comemorar-se o “European Uranium Action Day”, o debate em Portugal tem que começar na problemática relativa à exploração que foi levada a cabo em Portugal pela Empresa Nacional de Urânio (ENU) e pelas suas antecessoras.

Sobre a actividade destas empresas recaiem consequências graves no ambiente, na saúde e na vida dos seus ex-trabalhadores, particularmente na dos mineiros, assim como nas populações das zonas sujeitas a mineração.

É no quadro deste debate obrigatório, da relação causa-efeito, que se pode fazer a discussão sobre o balanço da extracção de Urânio em Portugal e verificar se o mesmo é positivo ou negativo.

A exploração de Urânio no nosso País começou em 1907. A primeira concessão, a da Rosmaneira, no concelho do Sabugal (distrito da Guarda) data de 1909. Em 1913 começa a exploração das minas da Urgeiriça, sendo que nos primeiros anos, só é explorado o Radium, que era exportado para França.

Em 1944, com o início da "Era Atómica", começou a explorar-se o urânio, tendo a sua extracção continuado até finais de 2001. Fruto desta actividade de mais de 60 anos,encontramos hoje resultados nefastos, quer no ambiente, quer nos trabalhadores das minas, assim como impactos nas populações envolventes.

Vítimas de cancro do pulmão, aparelho digestivo, tiróide entre outros, mais de 100 ex-trabalhadores das minas já faleceram e outros revelam patologias consideradas de risco.

Ao nível ambiental, mais de 60 minas estão ao abandono, e a da Urgeiriça, a chamada Barragem Velha, acumula mais de 4 milhões de toneladas de Resíduos Industriais Perigosos.

O Instituto Ricardo Jorge levou a cabo, junto das populações na envolvente às Minas, um estudo epidemiológico, que concluiu que as populações continuam sujeitas a vários riscos de diminuição da função tiroidal, das capacidades reprodutivas e de problemas sanguíneos. Para que as conclusões do estudo não fossem alteradas, foram excluídos do mesmo, os antigos mineiros, dado que foi tido como base que este grupo, por ter estado exposto à radioactividade, contraiu diversas patologias do foro oncológico.

Em 1975 e 1983, nas regiões de Viseu e da Guarda, foram realizados estudos pelo Departamento de Protecção e Segurança (DPRSN) onde são apontados níveis de contaminação de cursos dos água, sendo o rio Mondego o mais afectado, dado a maioria das minas se encontrarem a montante do mesmo.

Outro estudo, que serviu para a Tese de Doutoramento da Eng.ª Maria Orquídia Teixeira Neves, refere claramente que as terras e poços que ficam a jusante da mina da Cunha Baixa, no concelho de Mangualde, numa distância de 10 kms, se encontram contaminados. Por sua vez a Câmara Municipal de Mangualde, em acta de 27 de Novembro de 2000, relata o seguinte: “...A situação mais dramática é a da Quinta do Bispo, que continua a ser depósito da materiais radioactivos e pesados, cujo tratamento eficaz é susceptível de ser questionado...”.

Estas situações de abandono, encontram-se disseminadas pelos distritos de Coimbra, Viseu , Guarda, Castelo Branco e Portalegre, e nalguns casos, persistem há mais de 30 anos. Vejamos o exemplo das minas da Senhora das Fontes - Pinhel, Tentinolho e Barracão, no distrito da Guarda.

Para além disso, a ENU praticou em vários locais a chamada lixiviação “in situ”, que implica o uso de acido sulfúrico. Um exemplo desta prática foi o caso do poço de Sta. Bárbara da Urgeiriça, em que a água daí proveniente e por infiltração, acabou também por contaminar os solos e cursos de água.

Passados todos estes anos, e só após muita luta, é que a Barragem Velha foi alvo de uma intervenção no sentido de confinar a contaminação existente, tendo a Assembleia da República aprovado essa intervenção, em 2001.

A AZU apresentou uma queixa contra o Estado Português a 30 de Novembro de 2004, que viria a ser aceite pelo comissário do Ambiente, Sr. Stravos Dimas. No entanto, todas as restantes minas continuam à espera de ser recuperadas ambientalmente, contrariando as normas Europeias, assim como as indicações da Agência Internacional de Energia Atómica, de 1981.

É perante todo este passivo, altamente negativo, onde encontramos milhares de toneladas de Resíduos Industriais Perigosos espalhados por todas as minas abandonadas, que rejeitamos a euforia daqueles que, ao verem o preço do urânio a subir na sua cotação, vêm manifestar-se pela reabertura de várias minas na Urgeiriça, Cunha Baixa e em Nisa, como factor de equilíbrio do PIB Nacional.

Não nos parece, contudo, ser possível ignorar todo o impacto negativo, já descrito, provocado pela extracção de urânio em Portugal, dado que o mesmo acto mostraria um desrespeito enorme por todas as mortes e sofrimento dos Mineiros e suas famílias, bem como pelas populações envolventes às explorações existentes.

Perante esta experiência e face à realidade dos factos comprovados pelos próprios organismos oficiais, vimos recusar a mineração de urânio em Portugal e continuamos a exigir a recuperação ambiental das zonas mineradas, assim como o ressarcimento dos trabalhadores e das suas famílias, que continuam a sofrer na sua saúde e qualidade de vida as consequências desta actividade industrial.

No passado, o Estado desresponsabilizou-se pelas mortes e doenças causadas a estes mineiros e muito menos garantias teremos agora, de um qualquer grupo privado que venha a candidatar-se à exploração deste mineral radioactivo.

O urânio, hoje, em Portugal continua a causar dor, sofrimento e morte.

É necessário esclarecer, as populações das zonas cobiçadas, sobre os problemas que esta actividade industrial provoca.

É necessário pressionar as autoridades, para que o processo de recuperação das escórias das antigas minas e a recuperação ambiental seja feita em consonância com as melhores práticas ambientais e com celeridade.

É necessário continuar a lutar para que a monitorização da saúde das populações das zonas mineiras e sobretudo dos ex-trabalhadores das minas seja continuada e reforçada.

É necessário empenharmo-nos para que os ex-trabalhadores das minas e as suas famílias sejam adequadamente compensados, que os seus direitos sejam garantidos e que os benefícios a que tem direito não lhes sejam negados.


As organizações,

Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza,

Nisa.com - Associação de Comércio de Nisa,

ADN - Associação de Desenvolvimento de Nisa,

Terra - Associação para o Desenvolvimento Rural,

MUNN - Movimento Urânio em Nisa, Não!,

AZU - Associação Ambiente em Zonas Uraníferas,

Comissão de ex-trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio.

news - fugas de radiação

Rádio Renascença


http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=23&SubSubAreaId=54&ContentId=254212



O grupo nuclear francês AREVA detectou uma nova fuga de urânio numa instalação no sudeste do país.


A autoridade de segurança nuclear gaulesa, ASN, já enviou uma equipa de peritos para inspeccionar a fábrica em causa, situada em Romans-sur-Isere.

Não foram revelados, até ao momento, quaisquer pormenores sobre da dimensão da fuga de material radioactivo, que foi detectada na quinta-feira.

A companhia estatal Areva, que constrói reactores e processa urânio, garante que a fuga está confinada e não constitui uma ameaça para o ambiente.

Esta notícia é conhecida depois de as autoridades francesas terem ordenado a realização de testes em todas as suas 19 centrais nucleares, após a descoberta da fuga de um líquido contendo urânio não enriquecido noutra instalação da Areva.