Energias Sem Fim

Na semana do 25º aniversário do acidente da central nuclear de Chernobil e quando ainda não se conhece a extensão definitiva do acidente da central nuclear de Fukoshima, é importante reflectir sobre o nuclear e simultaneamente pensar alternativas energéticas sustentáveis.

Nesse sentido irá ser exibido o documentário “Energias Sem Fim”, seguido de um debate público.

Na iniciativa irão participar:

António Eloy, CEEETA

António Minhoto, AZU,

Gabriela Tsukamoto, Município de Nisa

Miguel Manzanera, Plataforma Ciudadana Refinería No

Nuno Sequeira, Direcção Nacional da Quercus

Paca Blanco Diaz, Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz,

Paco Castejón, Fisico Nuclear

Paulo Bagulho, Movimento Urânio em Nisa Não

A iniciativa decorrerá no cine-teatro de Nisa, pelas 21h00, com entrada gratuita.

Santa Teresa ( Brasil) no foco do mundo nuclear


No final de maio de 2011, o Bairro Santa Teresa, no Rio de Janeiro, vai estar no foco do mundo. No tope do bairro, no Parque das Ruínas e também no lindo Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, vai acontecer o 1º Festival Internacional de Filme sobre Energia Nuclear - Urânio em Movi(e)mento. "O festival já está atraindo diretores de filmes, cientistas e ativistas de vários países do mundo, como o autor e cientista David Fig", fala Marcia Gomes de Oliveira a co-diretora do festival. Ela já recebeu mais de 40 filmes internacionais, documentários de curta e longa metragem sobre o ciclo nuclear de todos os continentes. Também chegaram filmes nacionais como o filme “Pedra Podre” de Walter Behr, Eve Lise Silva, Ligia Girão e Stela Grisotti sobre as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.

Uma surpresa será a première mundial de um filme sobre a mineração de urânio em Caetité, que está sendo produzido agora.

Marcia: "Estes filmes que já recebemos garantem um grande evento no Rio de Janeiro com várias première da América Latina. Vivemos num momento de grandes mudanças mundiais. A questão da energia é fundamental para a sobrevivência das sociedades e da vida de nosso planeta. O festival vai ser uma semana de reflexão sobre a política nuclear no mundo e no Brasil." O Governo Dilma Rousseff anunciou a construção de até 50 usinas nucleares no Brasil e isto precisa de uma discussão, uma participação da sociedade brasileira.

No momento, a produção do festival está selecionando os filmes que irão ser exibidos de 21 até 28 de maio no Rio de Janeiro e em junho em São Paulo (Centro Cultural Matilha). Já são selecionados os primeiros 10 filmes: "Uranium Road“ da África do Sul do diretor Theo Antonio sobre a indústria nuclear da África do Sul; “The Return of Navajo Boy” dos EUA com o diretor Jeff Spitz sobre a mineração de urânio no território do povo indígena navajo; “Fight for Country” da Austrália do diretor Pip Starr sobre a luta dos aborígenes e ambientalistas contra uma grande mineração de Urânio no norte de Austrália; “Uranio 238: La Bomba Sucia del Pentágono” de Costa Rica do diretor Pablo Ortega sobre a munição radioativa que os Estados Unidos estão usando nas guerras na ex Iuguslávia e Iraque; “Yellow Cake. Die Luege von der sauberen Energie” da Alemanha do diretor Joachim Tschirner que desmascara a grande mentira da indústria nuclear de ser uma "energia limpa". “Uranium” do diretor canadense Magnus Isacsson sobre a poluição radioativa feita pelas minas de urânio no Canadá. “Project of Decay” de Suécia do diretora Klara Sager sobre o povo indígena samen do norte da Suécia que sofre até hoje por causa do desastre nuclear de Chernobyl em 1986, embora viverem 5 mil quilometros longe da Ucrânia; “Into Eternity” do diretor dinamarquês Michael Madsen sobre a questão do lixo altamente radioativo das usinas nucleares; “Hiroshima - a Film of Human Survival” da EUA/Japão do diretor David Rothauser sobre os sobreviventes da primeira bomba atômica dos Estados Unidos jogada na cidade japonesa de Hiroshima no final da 2ª Guerra Mundial; “U: Uranium” um filme dos EUA sobre os efeitos graves da mineração de urânio na área indígena dos Navajo em Nuevo Mexico e Arizona da diretora Sarah Del Seronde.


Inscrições abertas para o 1º Festival sobre Energia Nuclear no Mundo Lusofônico

Estão abertas as inscrições de curtas e longas-metragens para o URÂNIO EM MOVI(E)MENTO, o 1º Festival Internacional de Filme sobre Energia Nuclear na América Latina, que acontece de 21 a 28 de maio, no Rio de Janeiro, e 02 a 09 de junho, em São Paulo. URÂNIO EM MOVI(E)MENTO se propõe a mapear, exibir e divulgar filmes documentário ou de ficção (baseado em fatos reais) que abordem osaspectos do ciclo nuclear; prospecção e mineração de urânio e outros minerais radioativos; acidentes nucleares ou com materiais radioativos; povos afetados pelas instalações ou projetos da indústria nuclear. Para esta 1ª edição do Festival serão aceitas produções independentes realizadas em qualquer período, sem restrições à data de produção.

As incrições são gratuitas e os interessados devem ficar atentos às regras do edital publicado no site www.uraniumfilmfestival.org. O DVD multirregião do filme para seleção deverá estar na sede do Festival até o prazo final de 20 de janeiro de 2011.

Contato Festival:

Urânio em Movi(e)mento

Márcia Gomes de Oliveira

(Coordenadora Geral)

Rua Monte Alegre 356, Apt. 301

Santa Teresa

Rio de Janeiro / RJ

CEP 20240-190

Email:

info@uraniumfilmfestival.org

Tel: 21 - 2507 6704



CENTRAL NUCLEAR NO TEJO REPRESENTA RISCO PARA LISBOA


Decorreu no dia 2 de Outubro de 2010, no Auditório da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESA/IPCB) uma Conferência Internacional de Protecção Civil Risco Tecnológico Nuclear, subordinada à temática do Risco Tecnológico Nuclear. Este tema não tem sido debatido, apesar da Central Nuclear de Almaraz em Espanha se situar num afluente do Rio Tejo, a pouco mais de 100 km da fronteira em linha recta. Realçamos a comunicação, de que em caso de catástrofe, tomando como cenário um terramoto na zona de Almaraz, aporta um risco de inundação que poderia advir do rebentamento da Barragem de Cañas e consequente galgamento da Barragem de Cedillo, provocando inundações desde em Vila Velha de Rodão até á Barragem do Fratel e no súbito aumento da linha de cota para 185m nas Portas de Rodão, obrigando à evacuação de algumas pessoas. Fica por responder a seguinte questão: a Barragem do Fratel e de Belver aguentariam tais cargas?

Risco nuclear em análise

A Escola Superior Agrária de Castelo Branco realiza, no dia 2 de Outubro, uma Conferência Internacional de Protecção Civil sob o tema “Risco Tecnológico Nuclear”.
De entre muitos especialistas da área, em Castelo Branco vai estar presente o chefe da Protecção Radiológica e Meio Ambiente da Central Nuclear de Almaraz (província de Cáceres), que é refrigerada pelo rio Tejo. A conferência é organizada pelo Núcleo de Protecção Civil da ESA/IPCB
16.09.10
Reconquista, Castelo Branco

O património do Tejo, paisagem cultural a preservar



A Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARHTejo) e a Sociedade de Geografia de Lisboa promoveram em Vila Velha de Ródão, no dia 1 de Julho de 2010, na Casa das Artes e Cultura do Tejo, uma sessão debate sobre o rio “Património do Tejo”. Maria do Carmo Sequeira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha do Ródão, Luís Aires Barros, presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, e Manuel Lacerda, presidente da ARH do Tejo, integraram a mesa da sessão de abertura. Este evento teve como finalidade realçar o Tejo como sinónimo de património, definido como um bem material, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade, tendo associada uma dimensão patrimonial quase incomensurável. Neste domínio, pretende-se promover uma candidatura transnacional do Tejo Ibérico a Património Universal, mas “se não tivermos recursos hídricos de qualidade não teremos património natural” foram as palavras do Almirante José Bastos Saldanha primeiro orador que apresentou o tema “Tejo, Património da Humanidade um sonho” e o conceito de paisagem cultural aplicável ao Tejo. Também esteve presente Galopim de Carvalho, o bem conhecido geólogo alentejano de Évora que já percorre e estuda esta região há mais de quarenta anos, que levou os participantes a viajar pelo tempo defendendo a ideia de que o Tejo “corria para dentro” algures num vale em Espanha onde encontrava uma outra linha de água que é agora o montante do rio, cuja comunicação com o mar se iniciou há 23 milhões de anos, declarando que o nome do lugar de Seixal vem das cristas quartzíticas, como a que percorre as portas de Ródão, e que o gargalo do Tejo (parte final e mais estreita do estuário) é muito recente, com cerca de 1 milhão de anos. Fernando Catarino falou-nos do Tejo dos poetas, de Fernando Pessoa e de Alexandre O'Neill, e da biodiversidade do Tejo tendo afirmado que “se castrarmos o Tejo com barragens irá parecer um caldo verde”, “a azinheira marca a paisagem, faz solo e suporta gados e gentes, nomeadamente, o javali”, tendo também solos extremamente ácidos onde predominam as oliveiras, amendoeiras, o zimbro e o tamujo, ideais para campos magros. No espaço de debate questionou-se se em vez de empregar o termo “explorar os recursos do Tejo” não se deveria falar em “utilizar os serviços do ecossistema”. O Tema “Comunidades aquáticas e qualidade ecológica da rede fluvial do Tejo” foi apresentado por João Oliveira e Teresa Ferreira do CEF / Instituto Superior de Agronomia que realçaram que o valor pesqueiro do rio é a melhor ferramenta para fazer a avaliação do seu estado ecológico. A avaliação efectuada por estes académicos utilizou sete espécies piscícolas, das quais ainda existem seis, tendo concluído que na zona mais próxima da fronteira a situação ecológica agrava-se por acção das barragens e da contaminação das águas, que atinge o estado de eutrofização, mas foi considerada uma situação recuperável. A título de exemplo, das dificuldades colocadas às espécies piscícolas foi mencionado que a enguia não consegue chegar a lugares do interior e que as passagens para peixes estão com uma eficiência de apenas 44%, não existindo informação quanto ao impacto do açude de Abrantes. Algumas frases do Painel sobre património arqueológico e histórico do Rio Tejo: A desertificação de algumas áreas tem melhorado localmente a qualidade ecológica. A sobrevivência de um modo de vida (permanecer no interior) significa bem-estar cultural e não atraso. O gelo vindo da Serra da Estrela chegava às cortes de Lisboa partindo das Portas de Ródão acondicionado em palha, motivo pelo qual a entrada do rio Tejo em Lisboa ainda hoje é nomeada como “mar da palha”. Os últimos elefantes da região existiram em Vila Velha de Ródão. O prémio Nobel José Saramago Nasceu na borda do Tejo. O rio era utilizado como via de transporte de pessoas e carga, mas pouco se sabe sobre transporte de madeira. O Tejo e o Tajo vêm do latim Tagus, tendo surgido pelo facto dos árabes presentes na província não conseguirem pronunciar o “G”. No debate defendeu-se que deveria existir uma agência Ibérica que defenda o rio, regule os caudais ecológicos e os tranvases visto que o Convénio da Albufeira não tem vindo a ser devidamente aplicado. É notório que as principais autoridades da administração central e local e da academia ligadas à geografia, geologia, biologia, cultura, pesca, bem como os utilizadores e as populações ribeirinhas, já todos se deram conta do estado do rio Tejo que se encontra numa profunda crise de qualidade e quantidade de água, estagnado e poluído pelos interesses económicos da venda de água para a agricultura e para a produção de energia, fundamentalmente em Espanha. Será que agora vamos ter um apoio generalizado das instituições da sociedade portuguesa e uma acção conjunta com o Governo português para mover rios e montanhas para conseguirmos fazer ver ao Governo espanhol que a melhor opção será contruir progressivamente alternativas aos transvases com o apoio de programas comunitários e da Comissão Europeia? A ver vamos! Foi anunciado que está prevista a realização de uma segunda sessão “Património do Tejo” no final do ano, possivelmente em Outubro, altura em que também decorrerá uma caminhada pedestre ao longo do rio Tejo de Lisboa até à fronteira em Cedilho, e talvez continuando por Espanha, inaugurando um percurso que a ARH Tejo pretende que seja uma “Grande Rota do Tejo” com “caminhos de pé posto, o mais dependente possível das margens do Tejo, segundo as regras e simbologia internacionais” (InfoTejo n.º5 de Junho de 2010/ARH Tejo).

SESSÃO DE DEBATE "PATRIMÓNIO DO TEJO"

Tejo é sinónimo de património. Sabendo que património é definido como um bem material, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade, o Tejo tem associada uma dimensão patrimonial quase incomensurável. É sobre este tópico que a ARH do Tejo I.P. e a Sociedade de Geografia de Lisboa promovem em Vila Velha de Rodão, na Casa das Artes e Cultura, uma Sessão Debate.

Ana Catarina Lopes Telefone: 211 554 852 Endereço electrónico: ana.lopes@arhtejo.pt Inscrições gratuitas. Número de inscrições limitado aos lugares disponíveis.Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Veja o cartaz aqui.