O manifesto assinala ainda que “não aceitamos a lei do transvase Tejo – Segura, anterior à instauração da democracia em ambos os países, que condena a bacia do Tejo a um subdesenvolvimento social e económico, que apenas beneficia as grandes multinacionais hidroeléctricas e os interesses económicos e especulativos criados em Múrcia e Alicante”. De igual modo, “não aceitamos um acordo como a Convenção de Albufeira, que estabelece que cheguem a Portugal apenas as "sobras" do Tejo vindas de Espanha, ou aquele que as hidroeléctricas decidem disponibilizar em cada momento”.ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA OS TRANSVASES
O manifesto assinala ainda que “não aceitamos a lei do transvase Tejo – Segura, anterior à instauração da democracia em ambos os países, que condena a bacia do Tejo a um subdesenvolvimento social e económico, que apenas beneficia as grandes multinacionais hidroeléctricas e os interesses económicos e especulativos criados em Múrcia e Alicante”. De igual modo, “não aceitamos um acordo como a Convenção de Albufeira, que estabelece que cheguem a Portugal apenas as "sobras" do Tejo vindas de Espanha, ou aquele que as hidroeléctricas decidem disponibilizar em cada momento”.Acção em defesa do Tejo
Domingo, 19 de Junho realizar-se-á uma acção conjunta organizada pela Rede de Cidadãos para uma Nova Cultura da Água no Tajo / Tejo e Rios. A finalidade desta acção é denunciar a falta de fluxo, a poluição da água, degradação da área do rio, a política de transferências e da falta de informação e falta de participação pública. A bacia do rio Tejo deve ser o elemento integrador em torno do qual se articulam os modelos de desenvolvimento económicos das suas populações. Mas para atingir este potencial é essencial para fomentar uma cultura de respeito, conhecimento e fruição deste património.
Praia fluvial do Alamal sem bandeira azul em 2011
A praia fluvial do Alamal ganhou a bandeira azul no ano de 2005 e nos anos seguintes tem vindo a alternar anos em que perdeu a bandeira azul (2006, 2008 não hasteada, 2009 e 2011) com anos em que recupera a bandeira azul (2007 e 2010).1º Os anos hidrológicos com maior incidência da seca e nos quais se verificou o incumprimento dos caudais ecológicos da Convenção de Albufeira foram os anos de 2004/05, 2005/06 e 2008/09.
Por este motivo os caudais ecológicos insuficientes influenciaram no passado a qualidade da água na praia fluvial do Alamal e contribuiram para que perde-se a bandeira azul nos anos de 2006 e 2008.
2º A perda da bandeira azul este ano, 2011, reporta-nos a uma nova realidade visto que apesar das elevadas precipitações ocorridas e aos maiores caudais que fluem no rio Tejo constata-se que ainda assim não estão a ser capazes de diluir a poluição vertida no rio que se pressupõe que estará a aumentar.E dizemos pressupõe porque o relatório sobre a aplicação da Convenção de Albufeira não contempla uma avaliação do bom estado ecológico da água (qualidade da água) que passa de Espanha para Portugal.
Mas é certo que a água que vem de Espanha entrando pela Barragem de Cedilho já vem muito poluída e concerteza estarão a aumentar os níveis de poluição e a colocar em risco a capacidade de Portugal cumprir com o bom estado ecológico das águas exigido pelas normas comunitárias.
Esta contaminação da água é resultado de descargas descontroladas e ilegais; a ausência ou insuficiência de sistemas de depuração de águas residuais; assim como a contaminação difusa derivada do excesso de fertilizantes e tratamentos na agricultura.
A escassez de caudais agrava significativamente os problemas de qualidade.
A este respeito, o Presidente do INAG, Orlando Borges, já afirmou que os caudais previstos na Convenção de Albufeira são insuficientes e que se não forem mais elevados "estamos fritos".
É necessária uma revisão da Convenção de Albufeira para a adaptar às exigências da DQA. Concretamente, esta revisão deverá contemplar:
• A adopção do regime de caudais ecológicos contemplados na directiva quadro na Convenção de modo a que contribuam para alcançar os objectivos de bom estado ecológico que devem orientar os novos planos de gestão da bacia de ambos os lados da fronteira.
• A incorporação de critérios de qualidade no regime de caudais que passam de Espanha para Portugal. Estes parâmetros de qualidade são fundamentais para garantir o cumprimento dos objectivos da DQA de ambos os lados da fronteira
• Supressão da reserva de 1.000 hm3 para transvases do Tejo prevista no Convénio, visto que não existem esses excedentes na bacia hidrográfica do Tejo. A existência desta reserva limita uma gestão integral da bacia com base em critérios de sustentabilidade.
Junho de 2011 | proTejo | Rede do Tejo
Energias Sem Fim
Na semana do 25º aniversário do acidente da central nuclear de Chernobil e quando ainda não se conhece a extensão definitiva do acidente da central nuclear de Fukoshima, é importante reflectir sobre o nuclear e simultaneamente pensar alternativas energéticas sustentáveis.
Nesse sentido irá ser exibido o documentário “Energias Sem Fim”, seguido de um debate público.
Na iniciativa irão participar:
António Eloy, CEEETA
António Minhoto, AZU,
Gabriela Tsukamoto, Município de Nisa
Miguel Manzanera, Plataforma Ciudadana Refinería No
Nuno Sequeira, Direcção Nacional da Quercus
Paca Blanco Diaz, Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz,
Paco Castejón, Fisico Nuclear
Paulo Bagulho, Movimento Urânio em Nisa Não
A iniciativa decorrerá no cine-teatro de Nisa, pelas 21h00, com entrada gratuita.
Santa Teresa ( Brasil) no foco do mundo nuclear

Uma surpresa será a première mundial de um filme sobre a mineração de urânio em Caetité, que está sendo produzido agora.
Marcia: "Estes filmes que já recebemos garantem um grande evento no Rio de Janeiro com várias première da América Latina. Vivemos num momento de grandes mudanças mundiais. A questão da energia é fundamental para a sobrevivência das sociedades e da vida de nosso planeta. O festival vai ser uma semana de reflexão sobre a política nuclear no mundo e no Brasil." O Governo Dilma Rousseff anunciou a construção de até 50 usinas nucleares no Brasil e isto precisa de uma discussão, uma participação da sociedade brasileira.
No momento, a produção do festival está selecionando os filmes que irão ser exibidos de 21 até 28 de maio no Rio de Janeiro e em junho em São Paulo (Centro Cultural Matilha). Já são selecionados os primeiros 10 filmes: "Uranium Road“ da África do Sul do diretor Theo Antonio sobre a indústria nuclear da África do Sul; “The Return of Navajo Boy” dos EUA com o diretor Jeff Spitz sobre a mineração de urânio no território do povo indígena navajo; “Fight for Country” da Austrália do diretor Pip Starr sobre a luta dos aborígenes e ambientalistas contra uma grande mineração de Urânio no norte de Austrália; “Uranio 238: La Bomba Sucia del Pentágono” de Costa Rica do diretor Pablo Ortega sobre a munição radioativa que os Estados Unidos estão usando nas guerras na ex Iuguslávia e Iraque; “Yellow Cake. Die Luege von der sauberen Energie” da Alemanha do diretor Joachim Tschirner que desmascara a grande mentira da indústria nuclear de ser uma "energia limpa". “Uranium” do diretor canadense Magnus Isacsson sobre a poluição radioativa feita pelas minas de urânio no Canadá. “Project of Decay” de Suécia do diretora Klara Sager sobre o povo indígena samen do norte da Suécia que sofre até hoje por causa do desastre nuclear de Chernobyl em 1986, embora viverem 5 mil quilometros longe da Ucrânia; “Into Eternity” do diretor dinamarquês Michael Madsen sobre a questão do lixo altamente radioativo das usinas nucleares; “Hiroshima - a Film of Human Survival” da EUA/Japão do diretor David Rothauser sobre os sobreviventes da primeira bomba atômica dos Estados Unidos jogada na cidade japonesa de Hiroshima no final da 2ª Guerra Mundial; “U: Uranium” um filme dos EUA sobre os efeitos graves da mineração de urânio na área indígena dos Navajo em Nuevo Mexico e Arizona da diretora Sarah Del Seronde.
Inscrições abertas para o 1º Festival sobre Energia Nuclear no Mundo Lusofônico
As incrições são gratuitas e os interessados devem ficar atentos às regras do edital publicado no site www.uraniumfilmfestival.org. O DVD multirregião do filme para seleção deverá estar na sede do Festival até o prazo final de 20 de janeiro de 2011.
Contato Festival:
Urânio em Movi(e)mento
Márcia Gomes de Oliveira
(Coordenadora Geral)
Rua Monte Alegre 356, Apt. 301
Santa Teresa
Rio de Janeiro / RJ
CEP 20240-190
Email:
info@uraniumfilmfestival.org
Tel: 21 - 2507 6704
CENTRAL NUCLEAR NO TEJO REPRESENTA RISCO PARA LISBOA

