Debater Almaraz


Sábado dia 11 de Março, pelas 15 horas, 6º aniversário do acidente nuclear de Fukushima, vamos debater Almaraz na Associação Ficar, em Portalegre.



"Central de Almaraz e Energia Nuclear"
Jose Maria González Mazón - Adenex/Forum Extremenho Antinuclear

"Mesa redonda "Central de Almaraz e impactes em Portugal"
Adelaide Teixeira - Presidente da Câmara Municipal de Portalegre*
Nuno Sequeira - Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
Joaquim Manuel Lopes - Confederação Nacional da Agricultura
Peter Eden - Empresário turístico - Monte da Moita Raza – Marvão
António Minhoto - AZU Ambiente em Zonas Uraníferas - Associação Ambiental

Moderador: José Janela - Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

* A confirmar

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Urânio - Texto sobre Nisa

Texto sobre Nisa em Dinamarques na Groelandia. Borgere og Borgmester stoppede en Uranmine i Portugal - URÂNIO EM NISA, NÃO!

Borgere og Borgmester stoppede en Uranmine i Portugal

URÂNIO EM NISA, NÃO!!!

URAN I NISA, NEJ!!!



I den smukke middelalderby Nisa (7.400 indbyggere) i Alentejo regionen i Portugal er det lykkedes borgere og en borgmester Gabriela Tsukamoto at bremse et uranmineprojekt, kun 12 km fra byen. Borgerne organiserede sig sammen med repræsentanter for det lokale erhvervsliv i en bevægelse mod uran, MUNN.

I 2001 stoppede Portugal med uranudvinding, men da priserne på uran steg mellem 2000 og 2003 blev internationale selskaber interesserede i at genoptage udvindingen. Man vurderede, at uran-reserverne ved Nisa var mere end 43 mio euro værd. Mineselskaber stillede sig i kø for at få licens, men borgerne i Nisa sagde nej, inden den portugisiske regering nåede at regere. (1) For tiden står projektet stille. (23)







Alternativa sustentável à exploração do jazigo de urânio de Nisa

Turismo no Geopark Naturtejo,sob os auspícios da UNESCO, como alternativa sustentável à exploração do jazigo de urânio de Nisa
Carlos Neto de Carvalho

O jazigo de urânio de Nisa (Nisa, Tarabau e Palheiros de Tolosa), associado ao Maciço granítico de Nisa-Albuquerque, no seu bordo tectonizado, foi detectado em 1959 pela Junta de Energia Nuclear, com um potencial estimado de 650 toneladas de óxido de urânio. Desde então deram-se várias tentativas infrutíferas de exploração daquele que foi considerado o maior jazigo por explorar alguma vez descoberto em Portugal. A última destas tentativas deu-se em 2005, com a proposta apresentada pela Iberian Resources, associada ao pico de crescimento do preço do óxido de urânio, que chegou aos 66,46€/kg no início de 2006. Actualmente as cotações mostram uma forte tendência decrescente após o desastre nuclear do Japão em 2011, valendo o jazigo de Nisa cerca de 17 milhões de euros. O então designado Empreendimento Mineiro de Nisa ocuparia uma área de 70 ha de exploração a céu aberto e daria emprego directo a 70 pessoas, na sua grande maioria mão-de-obra especializada oriunda de fora do concelho de Nisa. A laboração decorreria por seis anos ou poderia estender-se por mais tempo se fossem explorados mais jazigos conhecidos na faixa de Nisa a Albuquerque. Tanto do ponto de vista ambiental, como paisagístico e de saúde pública o passivo associado à exploração do jazigo de Nisa é considerado insustentável pelas comunidades de Nisa face ao retorno económico e social previsível, facto que deu origem a manifestações cívicas em desfavor da exploração do urânio na região, de que se destaca o MUNN (Movimento Urânio em Nisa, Não).

O concelho de Nisa faz parte desde 2006 do território classificado do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, sob os auspícios da UNESCO, área prioritária para investimento no Turismo de Natureza. Cerca de 55% do concelho é Rede Natura. O Monumento Natural das Portas de Ródão inclui aqui a área geoarqueológica do Conhal do Arneiro, com um potencial enorme para práticas de Geoturismo. A Rede de Percursos Pedestres de Nisa está estruturada em torno do rio Tejo, na área do Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo. O concelho mostra ainda grande oferta ao nível da arqueologia (Nisa-a-Velha, megalitismo), aldeias históricas e tradicionais (Monte do Arneiro, Amieira do Tejo, Nisa, Salavessa, Montalvão, Alpalhão), termalismo (Fadagosa de Nisa), sabores (queijo de Nisa, peixe de rio) e artes populares (olaria pedrada). A diversidade de recursos turísticos merece ser estruturada em roteiros turísticos temáticos de experiências que deem resposta às necessidades da oferta de alojamento, restauração e animação turística em crescimento na região.

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Geopark Naturtejo da Meseta Meridional – European and Global Geopark under UNESCO. Serviço de Geologia da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova - Centro Cultural Raiano. Av. Joaquim Morão, 6060-101 Idanha-a-Nova (Portugal). E-mail: carlos.praedichnia@gmail.com.

Instituto Politécnico de Castelo Branco - PORTUGAL

International workshop: Uranium, Environment and Public Health

25th of October 2013

O Tejo está a morrer

Nota de Imprensa "O Tejo/Tajo está a morrer"

“O Tejo está a morrer e ninguém faz nada.” Escrevia no facebook onde também apresentava um vídeo feito pelo próprio, um cidadão da comunidade ribeirinha da Ortiga concelho de Mação. Todos os dias somos bombardeados com noticias deste teor. Os pescadores do Arneiro, concelho de Nisa, estão revoltados, só retórica, é o seu ganha-pão na apanha do lagostim, até estes morrem com o veneno, como diz Hugo Sabino, barqueiro de Santana e pescador, o “último dos barqueiros do Tejo”.

Há uns anos atrás, quando da instalação da Celtejo-Celuloses do Tejo, inaugurada em 1971, o lagostim do Luisiana foi introduzido, tendo-se adaptado à poluição enquanto algumas espécies se extinguiram, pescam agora lagostim que vendem para entreposto espanhol com sede em Vila Velha de Ródão.

A Celtejo-Celuloses do Tejo, de Luís Martins, teve alvará concedido por Salazar em 1966, no inicio só trabalhavam com pinheiro, mal menor. Só mais tarde foi adaptada ao eucalipto com o apoio do leader/consultor mundial de celuloses Jaakko Pöyry. A partir daí “envenenou-se” o rio e toda a área circundante no alto Tejo com eucaliptos, lembram-se dos fogos de 2003? Com este governo piora-se a situação, é aprovada legislação que promove a sua plantação. Há até quem diga, que nos começaremos a chamar Eucaliptal.


Mas os problemas da morte do Tejo, não estão só aqui no Alto Tejo em Portugal, a seca veio pôr mais a descoberto a grave situação, é preciso rever com Espanha, a Convenção de Albufeira que rege as águas dos rios entre os dois países, esta não é revista há quase 20 anos, desde 1998.
 
Logo no início as águas são desviadas para o rio Segura para regar a agricultura intensiva no sul de Espanha. Ao entrar em Toledo, os caudais do rio Jarama, que recolhe todos os esgotos da capital e dos seus dormitórios suburbanos, representando até "80% do volume total do rio Tejo.
 
Muitos outros problemas existem, como a poluição invisível resultante da laboração da reaproveitada Central Nuclear de Almaraz a pouco mais de 100km da fronteira. E nós aqui permanecemos impávidos e serenos.
 
A AZU, Associação Ambiente em Zonas Uraniferas, desde há muito que tem vindo a acompanhar a situação do rio Tejo, a Associação integra o movimento proTejo e preocupa-nos também mais um possível atentado ao grande rio, a possível exploração de urânio em Nisa. (Movimento Urânio em Nisa Não)
 
É urgente rever a Convenção de Albufeira, aumentar o caudal anual manifestamente insuficiente, estabelecendo periocidade dos caudais semanais e trimestrais próxima do valor estabelecido anualmente. Assim só libera mais água fora das estações das chuvas. Definir um caudal ecológico. Imediato controlo da água à entrada de Portugal, a seguir à Barragem de Cedilho. Coimas mais pesadas e sanções ambientais para os incumpridores da Convenção de Albufeira segundo o princípio da prevenção e do poluidor pagador, assim como responsabilização aos dirigentes das autarquias que licenciam e vigiam os licenciamentos das actividades relacionadas com o Tejo.
 
AZU, Associação Ambiente em Zonas Uraniferas 
Nisa 19-06-2015
  
Mais informações: 966395014/932039759

Festival brasileiro Urânio em Movi(e)mento volta à Alemanha

"Final picture" mostra as consequências de uma guerra atômica numa pequena cidade alemã
O Festival Urânio em Movi(e)mento foi o primeiro exclusivamente dedicado ao tema da energia nuclear. Seus filmes abordam o assunto sob os mais variados aspectos: a mineração, a produção de bombas atômicas, as usinas nucleares, a medicina nuclear e o lixo atômico, para citar apenas alguns.
"Esse é um dos assuntos mais importantes deste século, mas ainda é pouco discutido entre a população do Brasil e do mundo. A questão da energia é a questão do século 21, sendo a energia nuclear um ponto chave nessa discussão. Para decidir qual forma de energia nós queremos, é essencial conhecer todas as vantagens e todos os riscos da energia nuclear, e o festival trabalha para isso", diz Márcia Gomes, uma das fundadoras, em entrevista à DW Brasil.

Efeitos da extração mineira de urânio na saúde - A experiência das minas de Urânio em Portugal.

Encontro/debate em Villavieja de Yeltes, Salamanca

O partido ecologista "Os Verdes" em conjunto com a EQUO (Verdes de Espanha) estão a promover um encontro em torno da extração de urânio e das suas consequências para as pessoas, trabalhadores e meio envolvente. Neste momento diversas propostas de abertura de locais de extração de urânio estão em cima da mesa em Salamanca nomeadamente em Santidad, Retortillo e Alameda. Sendo locais muito próximos da nossa fronteira.


4º VOGAR CONTRA A INDIFERENÇA

Convite descida de canoa no rio Tejo
PORTAS DE RODÃO - MONTE DO ARNEIRO
A iniciativa consiste numa descida em canoa que terá o seu início no Caís Fluvial de Vila Velha de Rodão, com paragem na ilha da Fonte das Virtudes, e cuja expedição tem como destino o Caís Fluvial do Arneiro, realçando a beleza deste património natural e cultural associado ao rio no domínio da geologia e da biodiversidade, onde culminará num almoço convívio.