Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009


Encontro Debate

"Contexto Internacional da Exploração de Urânio - Apresentação dos casos da Namíbia e do Brasil"

Norbert Suchanek - Jornalista

Marcia Gomes - Socióloga

Dia 22 de Janeiro, às 21.00 horas em Nisa
Auditório da Biblioteca Municipal de Nisa


Organização:
MUNN (Movimento Urânio em Nisa Não)
QUERCUS (Nucleo de Portalegre)
AZU (Associação das Zonas Uraníferas)
ADN (Associação Desenvolvimento de Nisa)
NISACOM (Associação Comercial de Nisa)
TERRA (Associação de Desenvolvimento Rural de Nisa)

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Encontro com o Brasil

Um casal, o jornalista Norbert Suchanek e a socióloga Márcia Gomes têm-se dedicado ao estudo da opção nuclear e comunidades afectadas, Reportagens, filmes documentários sobre o assunto, especialmente sobre o movimento gerado em Nisa, Movimento Urânio em Nisa! Não (MUNN), que podes ver aqui, Moradores não querem mineração de Urânio, Protestos nos EUA e em Portugal, por que o silêncio no Ceará?.Edição de 25 de Abril de 2008.
Quando o governo Lula vai apostando fortemente nesta opção, ainda este ano nova exploração, no Ceará, assim como a construção de nova central nuclear, em Angra dos Reis.
No final de Outubro, participam num encontro na Namíbia, sobre exploração de urânio (ver abaixo). Percebem a urgência de realizar debates nos países de língua portuguesa. Neste sentido estarão em Nisa no período de 22 a 25 deste mês com a intenção de realizar um documentário tendo como objectivo de esclarecer as populações locais e internacionais sobre a perigosidade do uso e manipulação deste minério.
Donde se prontificam realizar uma palestra/debate em que apresentarão o contexto actual no Brasil. Neste sentido fazem-se contactos com os ex trabalhadores da Urgeiriça, na pessoa do António Minhoto. António Eloy, independente do Movimento Não á Opção Nuclear. Quercus Nuno Sequeira, do núcleo Portalegre. Paulo Bagulho porta-voz do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), associações de Nisa e autarquia Local.

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Tribuna Cívica e Marcha da Indignação

Mais de 300 pessoas manifestaram-se no domingo 19 de Outubro de 2008 em Nisa, contra a eventual exploração de urânio no concelho, num protesto que reuniu ecologistas, autarcas e agricultores. Os manifestantes, onde se destacava grande presença de jovens, percorreram os dois quilómetros que separam a vila alentejana da principal jazida de urânio do concelho gritando, entre outras palavras de ordem, "Urânio em Nisa não", "Não, não, não à contaminação".
A iniciativa foi do Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN), da Quercus e de várias entidades locais, como o município, a associação comercial, Associação de Desenvolvimento de Nisa, Terra-Associação para o Desenvolvimento Rural e Associação Ambiente em Zonas Uraníferas.
Nos cartazes podia ler-se: "Contra o urânio por um respirar saudável", "Nisa diz não ao urânio", "Nisa sim, urânio não".
Numa tribuna cívica realizada durante a manhã, ex-trabalhadores das minas da Urgeiriça (Nelas) prestaram o seu depoimento contra a exploração deste minério na região. Outras intervenções apontaram para a responsabilização do Estado, acusado de crimes contra a saúde dos trabalhadores por negligência de informação quanto aos riscos decorrentes do contacto prolongado com urânio. Foi ainda exigida a aceleração da recuperação ambiental da zona, onde existem mais de seis dezenas de minas abandonadas, águas poluídas e materiais tóxicos espalhados de forma incontrolada.
O concelho de Nisa, no distrito de Portalegre, possui no seu jazigo inexplorado de urânio um potencial que ronda os 6,3 milhões de toneladas de minério não sujeito a tratamento, 650 mil quilos de óxido de urânio e 760 mil toneladas de minério seco.
Para a presidente do município local, Gabriela Tsukamoto, a eventual exploração de urânio em Nisa "é uma incógnita, porque não se sabe as consequências em termos de saúde pública, ambientais e em termos económicos". Para a autarca, "é preferível pegar nos recursos do concelho, como os queijos, os enchidos, os bordados, o termalismo e torná-los mais sustentáveis".
O responsável do núcleo regional de Portalegre da associação ambientalista Quercus, Nuno Sequeira, disse à agência Lusa que a acção de contestação "pretende sensibilizar o Governo para recusar o avanço da exploração de urânio na zona de Nisa". Para ele, "é importante não esquecer os erros cometidos em toda esta actividade na zona centro do país, as marcas familiares, dramas de saúde e ambientais e alertar para as consequências gravosas que poderá trazer para o concelho de Nisa e para o distrito", avisou.

Domingo, 12 de Outubro de 2008

Jornada de protesto, manhã de domingo 19 Outubro.


Associação Comercial do Concelho de Nisa (Nisa.Com) Associação de Desenvolvimento Rural de Nisa (TERRA)
Associação Nacional de Conservação da Natureza, Núcleo Regional de Portalegre (Quercus)
Associação para o Desenvolvimento de Nisa (ADN)
Câmara Municipal de Nisa (CMN)
Comissão dos Ex-Trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio
Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN)

Vão promover no dia 19 de Outubro (Domingo), uma jornada contra uma possivel exploração de urânio no Concelho de Nisa.
Assim, pela manhã do próximo domingo no Cine Teatro de Nisa, irá decorrer uma Tribuna Cívica, com a participação da Comissão dos Ex-Trabalhadores da ENU e coordenada pelo CES, Universidade de Coimbra, onde reconhecidos juristas, prestigiados académicos e outras personalidades convidadas efectuarão o balanço e aprovarão conclusões relativamente à exploração de urânio em Portugal, a que se seguirá a Marcha da Indignação até à jazida de urânio situada entre Nisa e Monte Claro.
Os objectivos da jornada, além da sensibilização das populações locais e limítrofes para os riscos que uma eventual exploração de urânio comportará, visam ainda prevenir o País e o Governo o grave impacte que daí poderia resultar.

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Jornada Nacional contra a Exploração de Urânio


Urgeiriça

20 de Setembro de 2008

Posição “Não ao Urânio”

Hoje, ao comemorar-se o “European Uranium Action Day”, o debate em Portugal tem que começar na problemática relativa à exploração que foi levada a cabo em Portugal pela Empresa Nacional de Urânio (ENU) e pelas suas antecessoras.

Sobre a actividade destas empresas recaiem consequências graves no ambiente, na saúde e na vida dos seus ex-trabalhadores, particularmente na dos mineiros, assim como nas populações das zonas sujeitas a mineração.

É no quadro deste debate obrigatório, da relação causa-efeito, que se pode fazer a discussão sobre o balanço da extracção de Urânio em Portugal e verificar se o mesmo é positivo ou negativo.

A exploração de Urânio no nosso País começou em 1907. A primeira concessão, a da Rosmaneira, no concelho do Sabugal (distrito da Guarda) data de 1909. Em 1913 começa a exploração das minas da Urgeiriça, sendo que nos primeiros anos, só é explorado o Radium, que era exportado para França.

Em 1944, com o início da "Era Atómica", começou a explorar-se o urânio, tendo a sua extracção continuado até finais de 2001. Fruto desta actividade de mais de 60 anos,encontramos hoje resultados nefastos, quer no ambiente, quer nos trabalhadores das minas, assim como impactos nas populações envolventes.

Vítimas de cancro do pulmão, aparelho digestivo, tiróide entre outros, mais de 100 ex-trabalhadores das minas já faleceram e outros revelam patologias consideradas de risco.

Ao nível ambiental, mais de 60 minas estão ao abandono, e a da Urgeiriça, a chamada Barragem Velha, acumula mais de 4 milhões de toneladas de Resíduos Industriais Perigosos.

O Instituto Ricardo Jorge levou a cabo, junto das populações na envolvente às Minas, um estudo epidemiológico, que concluiu que as populações continuam sujeitas a vários riscos de diminuição da função tiroidal, das capacidades reprodutivas e de problemas sanguíneos. Para que as conclusões do estudo não fossem alteradas, foram excluídos do mesmo, os antigos mineiros, dado que foi tido como base que este grupo, por ter estado exposto à radioactividade, contraiu diversas patologias do foro oncológico.

Em 1975 e 1983, nas regiões de Viseu e da Guarda, foram realizados estudos pelo Departamento de Protecção e Segurança (DPRSN) onde são apontados níveis de contaminação de cursos dos água, sendo o rio Mondego o mais afectado, dado a maioria das minas se encontrarem a montante do mesmo.

Outro estudo, que serviu para a Tese de Doutoramento da Eng.ª Maria Orquídia Teixeira Neves, refere claramente que as terras e poços que ficam a jusante da mina da Cunha Baixa, no concelho de Mangualde, numa distância de 10 kms, se encontram contaminados. Por sua vez a Câmara Municipal de Mangualde, em acta de 27 de Novembro de 2000, relata o seguinte: “...A situação mais dramática é a da Quinta do Bispo, que continua a ser depósito da materiais radioactivos e pesados, cujo tratamento eficaz é susceptível de ser questionado...”.

Estas situações de abandono, encontram-se disseminadas pelos distritos de Coimbra, Viseu , Guarda, Castelo Branco e Portalegre, e nalguns casos, persistem há mais de 30 anos. Vejamos o exemplo das minas da Senhora das Fontes - Pinhel, Tentinolho e Barracão, no distrito da Guarda.

Para além disso, a ENU praticou em vários locais a chamada lixiviação “in situ”, que implica o uso de acido sulfúrico. Um exemplo desta prática foi o caso do poço de Sta. Bárbara da Urgeiriça, em que a água daí proveniente e por infiltração, acabou também por contaminar os solos e cursos de água.

Passados todos estes anos, e só após muita luta, é que a Barragem Velha foi alvo de uma intervenção no sentido de confinar a contaminação existente, tendo a Assembleia da República aprovado essa intervenção, em 2001.

A AZU apresentou uma queixa contra o Estado Português a 30 de Novembro de 2004, que viria a ser aceite pelo comissário do Ambiente, Sr. Stravos Dimas. No entanto, todas as restantes minas continuam à espera de ser recuperadas ambientalmente, contrariando as normas Europeias, assim como as indicações da Agência Internacional de Energia Atómica, de 1981.

É perante todo este passivo, altamente negativo, onde encontramos milhares de toneladas de Resíduos Industriais Perigosos espalhados por todas as minas abandonadas, que rejeitamos a euforia daqueles que, ao verem o preço do urânio a subir na sua cotação, vêm manifestar-se pela reabertura de várias minas na Urgeiriça, Cunha Baixa e em Nisa, como factor de equilíbrio do PIB Nacional.

Não nos parece, contudo, ser possível ignorar todo o impacto negativo, já descrito, provocado pela extracção de urânio em Portugal, dado que o mesmo acto mostraria um desrespeito enorme por todas as mortes e sofrimento dos Mineiros e suas famílias, bem como pelas populações envolventes às explorações existentes.

Perante esta experiência e face à realidade dos factos comprovados pelos próprios organismos oficiais, vimos recusar a mineração de urânio em Portugal e continuamos a exigir a recuperação ambiental das zonas mineradas, assim como o ressarcimento dos trabalhadores e das suas famílias, que continuam a sofrer na sua saúde e qualidade de vida as consequências desta actividade industrial.

No passado, o Estado desresponsabilizou-se pelas mortes e doenças causadas a estes mineiros e muito menos garantias teremos agora, de um qualquer grupo privado que venha a candidatar-se à exploração deste mineral radioactivo.

O urânio, hoje, em Portugal continua a causar dor, sofrimento e morte.

É necessário esclarecer, as populações das zonas cobiçadas, sobre os problemas que esta actividade industrial provoca.

É necessário pressionar as autoridades, para que o processo de recuperação das escórias das antigas minas e a recuperação ambiental seja feita em consonância com as melhores práticas ambientais e com celeridade.

É necessário continuar a lutar para que a monitorização da saúde das populações das zonas mineiras e sobretudo dos ex-trabalhadores das minas seja continuada e reforçada.

É necessário empenharmo-nos para que os ex-trabalhadores das minas e as suas famílias sejam adequadamente compensados, que os seus direitos sejam garantidos e que os benefícios a que tem direito não lhes sejam negados.


As organizações,

Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza,

Nisa.com - Associação de Comércio de Nisa,

ADN - Associação de Desenvolvimento de Nisa,

Terra - Associação para o Desenvolvimento Rural,

MUNN - Movimento Urânio em Nisa, Não!,

AZU - Associação Ambiente em Zonas Uraníferas,

Comissão de ex-trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio.

Sábado, 19 de Julho de 2008

news - fugas de radiação

Rádio Renascença


http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=23&SubSubAreaId=54&ContentId=254212



O grupo nuclear francês AREVA detectou uma nova fuga de urânio numa instalação no sudeste do país.


A autoridade de segurança nuclear gaulesa, ASN, já enviou uma equipa de peritos para inspeccionar a fábrica em causa, situada em Romans-sur-Isere.

Não foram revelados, até ao momento, quaisquer pormenores sobre da dimensão da fuga de material radioactivo, que foi detectada na quinta-feira.

A companhia estatal Areva, que constrói reactores e processa urânio, garante que a fuga está confinada e não constitui uma ameaça para o ambiente.

Esta notícia é conhecida depois de as autoridades francesas terem ordenado a realização de testes em todas as suas 19 centrais nucleares, após a descoberta da fuga de um líquido contendo urânio não enriquecido noutra instalação da Areva.

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Futuro sustentável Sim

Friday, July 06, 2007
Fui, entre caminhos e caminhares, novamente a Nisa.
O pulso desta terra vive e procura continuidade sustentada. No Cine-teatro local, já passava das duas da manhã e mais de meia centena das cerca de 130 pessoas que por aí passaram continuavam a ouvir falar com sabedura técnica ou com compromisso social ou com lógica de gestão continuavam a ouvir e participar na discussão do futuro desta, destas terras.
Apresentei um "improvisso" com base no texto que aqui não posso improvisar. E aqui volto a referir o meu empenho numa decisão consciente. As alternativas existem.
(...)

Apresentação

Venho a Nisa à muito tempo, estive aqui quando à uns anos foi apresentada proposta de avançar com a exploração do urânio. Voltei desde então diversas vezes aqui e aos concelhos em redor. Estudei a história, vi as terras, falei com as gentes. Sinto um potencial de sustentabilidade, de desenvolver hoje a pensar no como aqui chegámos e a pensar para onde temos que ir.

Esse potencial pode ser posto em causa.
Vários são os problemas que a retomada ideia de exploração de urânio coloca.
Novamente aqui me empenho, com esta terra e esta gente.
Tive ocasião de referir que não fora a minha gente de mais a sul (de Barrancos), terra também como esta, e aliás todas as terras extremas, de acolhimento de todos os fugitivos, perseguidos e errantes, onde também enfrentámos lutas pela defesa do território e aqui, por Nisa, lançaria raízes.
Mas essas também ficam no empenho e compromisso que aqui vos deixo:

Três tópicos:

1. A Terra:

Terras graníticas estão associadas do ponto de vista geológico às ocorrências de urânio.

No Concelho de Nisa, mas igualmente por Castelo de Vide e Marvão ocorre uma jazida de urânio, de superfície, relativamente significativa, que poderá no caso imprevisível, do relançamento da industria de fissão nuclear para extrair energia ou para outros fins, ter um acrescido valor de mercado. (Ontem uma grande machada foi-lhe dado quando a chanceler Merkel assumiu a continuação do desmantelamento das centrais nucleares alemãs!)

O Urânio no solo é por si mesmo um minério que comporta riscos. A construção de edíficios onde este ocorre deve ser feita obedecendo a determinantes arquitectónicos que evitem acumulação de radão e não deve ser feito apascentamento de gado nem agricultura em zonas onde este está mapeado.

Sublinho isto porque é um problema de saúde pública.
E devo referir que penso que os proprietários destes espaços devem ser compensados!
DEVEM SER FEITOS MAPEAMENTOS DOS CONCELHOS MENCIONADOS E ESTES INTEGRADOS NOS P.D.M.s como zona não edificante e feito o seu isolamento em termos de agro-pastorícia.

2- Saúde

Mas se estes problemas já se verificam quais as consequências da mineração deste minerio para a terra, a saúde das populações?

Sejamos claros: transformar um produto mineral numa matéria prima, qualquer que ele seja é um risco, provoca resíduos, poluição, modificações sociais.

A mineração de urânio provoca problemas relacionados com o sistema de transporte (poeiras e gases, entre os quais o radão são disseminados), deixa escombreiras e zonas de águas ruças com teores de radioactidade porventura elevada e durante o período de lavra que poderíamos estimar entre 5 e 8 anos provocaria uma movimentação de trabalhadores forasteiros, com os consequentes impactos (bares, casas de alterne, etc.)
após o que deixaria as escombreiras mencionadas e eventualmente, eventualmente alguma mais valia para alguns negócios e se uma boa negociação for feita e uma exigente imposição de normas for regulamenta e implementada algum benefício para o concelho e a possível minimização de alguns dos problemas acima referidos.

DEVE, do meu ponto de vista e de acordo com as normas de democracia que enformam os Estado de Direito! O CONCELHO, OS CONCELHOS afectados, SEREM ENVOLVIDOS DESDE O INÍCIO DESTE PROCESSO.

NADA DEVE SER FEITO CONTRA A VONTADE DAS POPULAÇÕES!
Não é possível, temos que dizê-lo com toda a frontalidade!, desenvolver esta actividade contra a vontade das populações e a sua representação politica local.

3- Futuro sustentável

Por estas nossas terras do interior passam-se dificuldades mas há uma enorme vontade de futuro.
A agro-indústria com diversas formas industriais ou artesanais do queijo e dos enchidos, outros artesanatos, nichos de mercado que são as rendas/alinhavados, a construção com buinho ou o trabalho com pedra, e cerâmicas, um turismo de natureza e de património, que explore minas, caminhos de contrabando, caminhos de caminhar, património monumental e lazer.
A revitalização das águas e do seu usufruto, o desenvolvimento de eco-aldeias, e de novos espaços de tranquilidade são buscados, nacional e internacionalmente a peso de oiro...

Pois isso, tudo isso ou...a mineração de urânio.

O urânio tem problemas sérios, mesmo no estado natural, e até desses nos devemos defender, identificar jazidas, evitar actividades referidas e controlar outras.

Mas a extracção deste minério, num período limitado no espaço e no tempo (6/8 anos), tem uma enorme repercussão sócio-psicológica nas populações e nas actividades económicas sustentadas para o seu desenvolvimento.

- Outras regiões do nosso pais definharam, nelas a vida dos que trabalharam nas minas e das populações locais é vivida hoje com risco e luta pelos direitos de quem nas minas deixou parte dessa.
( aqui neste ponto não deixei de saudar na pessoa de António Minhoto a dignidade e luta dos trabalhadores das minas da Urgeiriça, contra o incumprimento pelo Estado seja da recuperação ou mitigação dos problemas ambientais dessas terras minieradas, assim como contra a inexistência de serviços de saúde e monitorização adequados ou trabalho realizado e compensações IRRECUSÁVEIS pelos riscos, muitas vezes fatais, para os próprios e consequências também para as famílias)
- Não é certo que os preços se mantenham no mercado internacional, a nuclear, pesem subsídios e a ajuda dos problemas dos combustíveis fósseis e as alterações climáticas poderá não arrancar e o minério vir por aí abaixo.
Sabemos que esta tecnologia, alem dos riscos gravíssimos não é solução nem parte dessa para os problemas do aquecimento global.
-E sobretudo tem que se colocar na balança os dois cenários.
Aos talvez sete anos de vacas gordas que seria uma exploração do urânio em Nisa e concelhos em torno, não se seguiriam só sete de vacas magras.
Poderia ser o futuro destas terras a ficar para sempre assombrado.

Que a opção passe sempre, essa é a mensagem que quero deixar pelas populações e os seus representantes. O futuro é aqui!

Labels: ,